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INÊS MARTO

INÊS MARTO

Vazio Cor de Rubi

   Sombras correm, sombras escorrem, sombras morrem…Sombras esguias, sombras frias, sombras de almas vazias…Sombras partem e jazem… e sombras se desfazem…Sombras tremem, sombras gemem…Sombras feitas farrapos… sombras de quem se esquecem…Velhos abandonados trapos… sombras, almas arrefecem… E voam sombras e correm…E deixam rastos e escorrem…E deixam caminhos de sangueE espelham no olhar a vida cor de rubi… e morrem… E murmuram, sombras esguiasSuspiram palavras cruas… frias…Sopros amordaçados, de almas vazias… Sombras que jazem e se desfazemE as memórias que trazem imagens por sombras deixadasDe luzes… de esperanças… despedaçadas…E ficam sombras em corpos sombrios que tremem,Corpos frios, corpos esguios, corpos fracos, doentiosDe almas que choram, que caem, e cobardes, derrotadas, perdidas, súplicas gemem…   Sombras farrapos de almas caídos, amarrotadosSombras… no chão trapos de vermelho de sangue manchadosE são abandonados e esquecidos apodrecem…Espelhos de sonhos estilhaçados na solidão arrefecem… Murmúrios ecoamDe sombras que na penumbra voam…Rastos de sangue deixadosLevam voos em rumos inexplorados…No silêncio espelhadosNo vazio mudo estilhaçados… E deixam pegadas e marcam a vida…Sombras que cortam e rasgam num voo de despedidaSombras que assombram eternas a escuridão esquecida…