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INÊS MARTO

INÊS MARTO

Saudade

 Saudades vão, saudades voltam,Como ondas de espuma que contra a costa se revoltamE recolhem para o mar,Para outrora voltar. São como o predadorQue sai à rua para caçar,Ele a correr tropeça,E mesmo se ela lhe foge,Volta sempre a atacar. Saudades são como o rioQue a rocha quer desgastar,Tanto insiste, tanto insiste,Que acaba por furar. Saudade de ti, ó estrela,Que brilhas no céu da minha mente,Saudade de ti, cor da minha aguarela,Lágrima que me escorre pela cara, lentamente. Saudade de ti, predadora,Que atrás da presa corre,Saudade de ti, ó rio,Que pelas veias me escorre. E saudade, predadora,Para me caçar voltou,E saudade, rio que a desgastar demora,O meu coração furou.
 
 
 

Carlos Vieira

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