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INÊS MARTO

INÊS MARTO

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Faz-te à vida

Colhe os pedaços de ti, e faz-te à vida. Como era aquela música? Ela não espera... e o sucesso é de quem não se permite parar. Apanha os teus cacos... o mundo não tem de levar com isso. Chega de lamurias, há muita calçada por pisar. Lalala... era de quem, já?
Foca-te, já viste quanto tempo perdes com merdas que não interessam? Já basta de fraquezas, não? Há por aí gente com problemas sérios... e tu a queixares-te disso, mulher. Do Carlos do Carmo, pois era... Encontra-te! Parecem bandos de pardais à solta... E estás à espera que te agarrem para quê? Ora se tens fado, como dizem, agarra-te tu! Uma mulher com fado na alma basta-se a si própria, é bonito de ouvir, pois é... mas está na hora de fazeres jus, ou então manda-os calar. São como índios, capitães da malta...
Arregaça as mangas, rapariga! Estás à espera de quê? De olhar para trás e não haver mais tempo? Afinal de que é que és feita? Ora porra, tanta filosofia... age, mas é.
Lalala... os putos! E invejas, e mesquinhices, e preocupações... mas para quê? Olha isto é simples, sabes o que é que pareces? Um elástico velho. Volta não volta, encolhes e custas mais a esticar. São os putos deste povo a aprenderem a ser homens... Mas não partes, estás a ouvir? Pois é, os putos, ao tempo que não ouço...
É isso, andas cá para quê? Sei lá, mas isso interessa mesmo? Tens de gramar, paciência. Então olha, arregaça e vamos à tourada, sempre se sai do sítio, logo se vê o que vem. Assim como assim, ainda és de gancho, ou não?
Ah, e ouve o senhor... a ver se não perdes o norte, deixa-te dessas merdas de ter a alma velha, e continua como os putos, que custa menos. Juízo!