(UNBREAK)ABLE: a wheelchair performance

( Vídeo da performance: https://youtu.be/0pSnE4bP-8s )   “Quis despir-me. Na verdade, queria poder despir mais que o corpo. Depois das roupas queria tirar a pele. Depois da pele queria arrancar a carne. Depois da carne desfazer os ossos entre os dedos e os dentes. E desse nada que restasse, ver nos meus despojos até onde … Mais (UNBREAK)ABLE: a wheelchair performance

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Sou

Sou… Tudo aquilo que sobeja à tentativa de expressão. Sou manifesto erguido em corpo, não me definam então! Pois nem eu sei das ruas por onde passo, que pedras trago comigo, onde desenho caminho, por onde ficam espalhados os nexos de tudo o que digo. Não. Não sou sóbria, nem tão pouco esse expectável romance … Mais Sou

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Coração xamânico

Tinha jurado que não voltava a escrever. Eram cinco da manhã, vesti o casaco comprido velho por cima do corpo, calcei as botas e saí, toldada pelas lágrimas. Calcorreei a avenida sem distinguir o chão, não via mundo à volta. Nem sabia se existia. Atravessei a cidade, ou assim me pareceu. Sentia-me transparente. Carros de … Mais Coração xamânico

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Espelho visceral (Inês Marto e Paula Sá)

“Um coração pronto a pulsar na nossa mão”. Fomos O’Neill feito sal nas veias. Sulcámos as nossas pegadas na densidade do frágil. Consumámos a impotência, a verdade escura, contida e amarrotada. A que não pulula, a que não se diverte nem se convence. Traçámos os contornos à floresta dos medos. A boca sobre os dedos. … Mais Espelho visceral (Inês Marto e Paula Sá)

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Voltagem densa

O mundo não te chega. É mais fácil pensar em ti do que em mim. O mundo também não me chega a mim. Mas não quero falar sobre isso. Hoje não quero ser eu. Passei o dia sozinha. Passei o dia sozinho. É isso. Passei o dia sozinho. Nem me apetece acender a luz. O … Mais Voltagem densa

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Poema sem título

Dentro em mim a prisão Dos sete níveis de sono inferno onde nasci Densas neblinas de atravessar solidão Passos de vidro sobre a areia Pétalas de sonho à lua cheia E dos rochedos vi aflorar fantasmas Uivos de nudez apocalíptica E finda a minha cruz tornei-me água Ou sombra livre, canto-terra Dos medos meus teci … Mais Poema sem título

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