Contrasting wolves

My body is a room full of ghosts Its walls made of frail bones, cracked stones Broken light rays hazing through the holes, made-up windows Violet and green hues collide, neon existances side-by-side Contrasting wolves fight for expression In a crystal chamber of ressurection Ever-changing shadows, they fill my soul Daunting growls of fear echoe … Mais Contrasting wolves

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Ânsia

​Por querer viver não vivo  Nesta saudade que trago Como anoitecer cativo Na demora onde naufrago  Por querer sentir não sinto  Coisa nenhuma nem nada  Fogo lento de absinto  No romper da madrugada  Quero amanhecer e tardo  De tanta vontade ter Pois na força com que ardo Torno-me cinza ao viver E que me caiam … Mais Ânsia

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A minha alma

A minha alma é cinzenta, É ausente de medida, É uma boca sedenta De provar as cores da vida. A minha alma é cinzenta, Não tem porta nem destino, Vagueia em ruas sem nome, Ela é um gato ladino. A minha alma é cinzenta, Não tem rumo nem tem nada, Não é de tempo nenhum, … Mais A minha alma

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Silhueta amor

Sempre que te vejo, Ó meu fogo baço, Que arde neste peito Batendo a compasso, Peço-te um beijo De olhos enlaçados Nos teus, e que ao longe, Te olham calados Fogo sorrateiro Na maré da sorte Tímido ponteiro Ou estrela do Norte, Silhueta rasa De sonhos rainha, À luz que incendeia Esta paixão minha, Silhueta longe, Onde … Mais Silhueta amor

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Chão de vidro

Caminhava em chão de vidro Com barbatanas nos pés, Ia ao sabor das marés Sem saber qual era o norte Tinha por ponteiro a sorte, Astrolábio descontente Mapa para aquela mente Que albergava tanta gente. E então, com guelras por coração Respirava o sal da mágoa Como um barco na água A remar contra a … Mais Chão de vidro

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Rosa negra

Primavera da alvorada, Quando te sonho acordada, Crescem-me orquídeas no peito Primavera dos amores, Dos sonhos de tantas cores, Nesta esperança onde me deito Primavera de mãos quentes, Dos meus delírios ardentes Nesta febre apaixonada Desflora-me nos teus beijos, Primavera dos desejos, Pele de estrelas perfumada Primavera desse olhar Que abraça sem pensar O inverno que há … Mais Rosa negra

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Nuas trovoadas

Dá-me os teus braços sem medo No enleio de um segredo, Da nossa cama perdida. Abracemo-nos à toa Sejamos barco sem proa, Navegando a dois a vida. Dá-me os teus lábios frutados, Sabor a doce castigo Nos nossos sonhos cansados, Quentes corpos naufragados Com o nosso amor por abrigo. Teus olhos mornas agulhas, Ao perfurarem meu peito, Pintam-nos duas faúlhas Do … Mais Nuas trovoadas

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Contradição

Seja amor, mas sem se ver, Seja um rio sem correr, Uma torre sem ruir, Orgasmo sem se sentir, Seja íbis sem voar Numa noite sem luar. Seja paixão que não cala Dentro de um peito que exala Versos a jorrar sem fim, Num abraço de cetim Duas vidas amarradas Bafos de pequenos nadas Deixados … Mais Contradição

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