Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

INÊS MARTO

INÊS MARTO

Ânsia

​Por querer viver não vivo 

Nesta saudade que trago

Como anoitecer cativo

Na demora onde naufrago 
Por querer sentir não sinto 

Coisa nenhuma nem nada 

Fogo lento de absinto 

No romper da madrugada 
Quero amanhecer e tardo 

De tanta vontade ter

Pois na força com que ardo

Torno-me cinza ao viver
E que me caiam as flores

À sombra de um candeeiro 

Onde à noite choro as dores 

De querer um momento inteiro 
Quero ser asas, afundo

Quero pulsar e esmoreço

Na ânsia de florir mundo 

Nasço, morro e enlouqueço

1 comentário

Comentar post