O mundo nas tuas mãos…

Meu amor… Não preciso de chamar-te o teu nome, esse eternizou-se no âmbar de um infinito dourado.
Tomara que o tempo nunca me leve a memória de ti. Das pequenas entrelinhas que te tornavam indubitavelmente tu.
Que eu nunca esqueça, com detalhe e precisão de um ourives – como o guardo agora – o modo como o teu olhar sabia abraçar-me. E nunca me abandone a recordação do som aconchegante do teu riso – era a garantia que, no fundo, tudo estava bem.
Mais que tudo, que nunca fuja de mim a memória do contorno e do gesto, do traço e do desenho das tuas mãos… As tuas mãos eram um mundo, por si só. E que saudades tenho de me perder nelas. Enegrecidas de terra, e tão lindas. De pulso firme, mas capazes do gesto mais bonito… Não eram os olhos que te espelhavam a alma. Os olhos eram coisa de toda a gente… não te chegavam, eras linda demais. Tu tinhas a alma nas mãos… e em cada traço, uma lição de vida.
As tuas mãos hão-de ser sempre o meu poema mais bonito e mais agreste… o perpetuamente inacabado à força de ser tão encantador.
Tomara… que as tuas mãos continuem a amparar-me sempre.

Com o nosso amor nunca dito,
A tua menina

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