Faltas-me

Hoje lembrei-me de ti… se soubesses a falta que fazes quando a lucidez me assombra…
Há muito que deixou de ser uma saudade comum, a tua… estará talvez toldada por um coração tornado dormente, à força de ilusões estilhaçadas.
Mas há em mim uma dualidade que é tua, como espelhos rotativos de face e reverso.
E no nosso tango de viver, com a minha mão aberta na tua, nesta roda de improviso sem fôlego nem arestas… falta a tua pele na minha, e o sabor áspero dos teus olhos que me queimam a alma… falta-me a emoção que aviva as veias no sobressalto de te encontrar… falta-me o teu suspiro caído no meu ombro, no clímax de um abraço que é simbiose de quem ama assim, onde se desnuda o âmago e se embalam vulnerabilidades em perfeita poesia.
E ainda que não queira…
Faltas-me, faltas-me, faltas-me…

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