O quanto te amo…

Abre-me a porta da tua alma, e aprenderei a voar…
Deixa que te veja as entranhas, e que te ame todas as falhas.
Deixa-me preencher de sonhos as frestas abertas pelo tempo, e ser o bálsamo do sangue que te corre nas veias, queimado pelas agruras da vida.
Descansa a alma no meu peito, e deixa-te ir…
Deixa-me despir-te os receios, devagar, e beijar-te as cicatrizes que as garras ásperas te cravaram, injustamente.
E que te beije as inseguranças, e que o meu abraço seja a âncora da tua inquietude.
Que seja as asas das tuas esperanças… deixa-me beber-te o suspiro cansado, e regar de paixão o teu jardim interior…
Vem comigo sem destino, funde o teu núcleo com o meu, e ganharei vida, enfim…
Deixa que acaricie as curvas da tua fragilidade, e que faça versos quebrados à tua mente complexa.
Fica comigo, e serei feliz…
Inventarei mil e uma formas, e quantas mais for capaz, de te fazer vibrar a alma…
E fico contigo até quando me quiseres, dissipo-te quantas angústias me deixares, e absorvo-te as mágoas, com os meus lábios nos teus, Amor…
Deixa-me proteger sem fim os recantos desse âmago que anseio descobrir.
E tocar-te levemente nos poros da pele, que é tela da tua vulnerabilidade linda…
Frágil como cristal, deixa que desenhe as tuas arestas preciosas, com o olhar apaixonado…
E aí, que a boca ardente diga o que os versos prosados expressam em arabesco abstracto: AMO-TE.

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