Amor

Quando tudo o que se quer é o cruzar de olhares que electrifica a pele… e o espaço se difunde e o tempo se dissipa e o peito se exalta, alvoraçado – é o quê, se não Amor?
Quando se deixam escapar as pontas dos dedos, e se liberta e se deixa voar, acima do custo de cujo o coração é a única testemunha…
E se deixa ir, sob o olhar pejado de sonhos e carinho… Nada mais se quer se não uma centelha de sorriso, e que seja sincero – o que é, além de Amor?
E quando tudo o que se pede é que se não formos nós, que seja alguém, o porto seguro daquele barco encantado. E que a vida lhe seja leve, a felicidade subcutânea, e a paz de espírito constante. Que nunca, mas nunca lhe falte a esperança nem as asas abertas… e que todos os vôos sejam felizes, e permaneça o horizonte em mudança…
Que solte as amarras, que vá e fuja e abandone… que rasgue rotinas baças, que seja incoerente, que não faça sentido… que chore e grite e beije e morda, e que quebre, e que seja frágil… e que deixe com o coração nas mãos e a alma na boca… Que faça tudo o que quiser e lhe saiba pela vida, sem se dar a entender… TUDO! Que faça TUDO e que grite aos quatro ventos, sem que ninguém entenda, ou que nada diga, se quiser.
Que tenha TUDO, e TUDO outra vez, e quantas mais âncoras e lemes lhe forem precisos.
Nada me importa, mas que seja feliz! – é Amor.

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