Que se lixe!

Amar-te dói. Definitiva e indubitavelmente dói. E ainda assim amo-te mais cada dia. E quero lá saber, que se lixe se parece maduro ou revoltado demais, ou se não tenho idade, que se lixe! Que se lixe o que parece, e o que é ou deixa de ser. E é estranho porque não é o meu tipo de escrita, pois, às vindimas se é estranho. É muito directo? É. É por impulso? Também. Não sei o que estou a fazer? Pelos vistos não, e não vou voltar atrás nem uma vírgula. Sabes? Que se lixe! Se isto sou eu ou personagem? Não sei, não quero saber. Só sei processar as coisas assim. Defeito ou feitio? Não faço a mínima ideia. É como é, pronto. É muito exposto, provavelmente, mas não me incomoda nem um bocadinho desta vez.

E quero lá saber, se estou a escrever em homem ou mulher, sobre mulher ou homem… se tens dez anos a mais que eu, ou o triplo disso e sobra. Não quero saber! E que se lixem os meios amores, e as desculpas esfarrapadas, e o voltar à estaca zero, e o mundo que pára a cada beijo, e a falta de ar… e as ilusões que voltam de todas as vezes, pela parvoíce de te amar mais do que devia.

Não me mereces? Podes ter a certeza que não. E ainda assim, outra vez, não quero saber! Porquê? Porque amar-te tanto assim é parvoíce… mas não se pode evitar, pois não? E então? Fazer o quê? Que se lixe.

Farei à mesma mil e um poemas de ti, e para ti, sem nunca to poder dizer, e sem os mereceres no fundo, porque a falta que te faço é no fundo uma migalha ao lado do que te amo. E quando me faltas? E quando falhas porque tens vida? Dói, dói como o caraças. Amar-te dói, já disse. Compensa? Não, e fazer o quê? Hás-de pensar se leres isto que realmente só posso ser parva, pois sou, azar. Ou então pensarás que com certeza não podes ser tu, pois, és mesmo… lamento, eu também não queria. Mas deixa estar, fica no teu canto e ignora, há-de ser melhor assim. Não há alternativa, também, pois não? Mas faças o que fizeres, não me fujas, porra, isso não!

De resto? Fazer mais o quê? Nada. Há-de continuar a parvoíce de te amar… e de doer. À merda mais os rótulos e as certezas, e as ilusões todas que me fazes ter, e os nomes que me faltam para isto que não sei o que é… e à merda com isto que faz calor no peito cada vez que te vejo ou te sinto, e não deixa ir embora a parvoíce de te amar.

Dói. Dói mas persiste, sabes? E agora? Amo-te contra tudo, e que se lixe!

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