Alquimia

És cisne negro, garra, estilhaço…
Leoa, espelho, vulcão, abraço…
Trespassa-me o corpo, musa, sereia,
Veias de fogo, alma de lua cheia.

E quebra-me em pedaços sem fim, então
Solta as amarras, liberta-me o coração…
Vertigem, suspiro, poema alado,
Instinto escondido, desejo amordaçado.

Leva de mim a pele já gasta,
Beija, morde, sente, rasga…
Desnuda-me então, sem olhar ao tempo,
E deita no chão o corpo, desfeito…
Invade sem medo o templo do peito,
E vê como corre o sangue o suor…
É poema, é mistério, alquimia… é amor.

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