Mutação Perpétua

Poema escrito em 2011 a pedido de uma professora, subordinado ao tema “A Mudança”

Como dizia o poeta:
“Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”…
Numa questão de segundos, dias brilhantes
Tornam-se escuras tempestades
De nuvens galopantes…

Ao despontar do primeiro raio de luz do dia
Há o súbito desejo humano de viver em alegria.
Mas no passar das horas a correr em linha esguia
Vem a tempestade, a ausência de vontade, a cobardia…

Aquelas asas de sentimento ardente
do momento em que fugimos para lá da consciência
Levam-nos a voar por fantasias e sonhos…
Mas, de súbito, esta alma derrotista que tem a gente
Faz-nos cair de volta ao mundo da demência,
Destruir ambições, destroçar os corações,
Viver nesta sociedade de mentalidade negativista em decadência…

E a vida… a vida é isto mesmo,
é sermos bailarinos rodopiando a dançar,
é sermos barcos perdidos na imensidão do mar,
é sermos grãos de poeira por sentimentos pairar…

A vida é mudança, por sermos gente,
gente que se irrita,
porque não se limita
a viver no mundo cinzento eternamente…

É a ânsia de saborear a cor
é a necessidade subconsciente de pedaços de amor,
é agarrarmo-nos ao sonho com esperança…
Tudo isto constrói e (des)constrói,
em perpétua mudança…

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