Vazio Cor de Rubi

 

 

 

Sombras correm, sombras escorrem, sombras morrem…

Sombras esguias, sombras frias, sombras de almas vazias…

Sombras partem e jazem… e sombras se desfazem…

Sombras tremem, sombras gemem…

Sombras feitas farrapos… sombras de quem se esquecem…

Velhos abandonados trapos… sombras, almas arrefecem…

 

E voam sombras e correm…

E deixam rastos e escorrem…

E deixam caminhos de sangue

E espelham no olhar a vida cor de rubi… e morrem…

 

E murmuram, sombras esguias

Suspiram palavras cruas… frias…

Sopros amordaçados, de almas vazias…

 

Sombras que jazem e se desfazem

E as memórias que trazem imagens por sombras deixadas

De luzes… de esperanças… despedaçadas…

E ficam sombras em corpos sombrios que tremem,

Corpos frios, corpos esguios, corpos fracos, doentios

De almas que choram, que caem, e cobardes, derrotadas, perdidas, súplicas gemem…

 

 

 

Sombras farrapos de almas caídos, amarrotados

Sombras… no chão trapos de vermelho de sangue manchados

E são abandonados e esquecidos apodrecem…

Espelhos de sonhos estilhaçados na solidão arrefecem…

 

Murmúrios ecoam

De sombras que na penumbra voam…

Rastos de sangue deixados

Levam voos em rumos inexplorados…

No silêncio espelhados

No vazio mudo estilhaçados…

 

E deixam pegadas e marcam a vida…

Sombras que cortam e rasgam num voo de despedida

Sombras que assombram eternas a escuridão esquecida…

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