Saudade

 

Saudades vão, saudades voltam,

Como ondas de espuma que contra a costa se revoltam

E recolhem para o mar,

Para outrora voltar.

 

São como o predador

Que sai à rua para caçar,

Ele a correr tropeça,

E mesmo se ela lhe foge,

Volta sempre a atacar.

 

Saudades são como o rio

Que a rocha quer desgastar,

Tanto insiste, tanto insiste,

Que acaba por furar.

 

Saudade de ti, ó estrela,

Que brilhas no céu da minha mente,

Saudade de ti, cor da minha aguarela,

Lágrima que me escorre pela cara, lentamente.

 

Saudade de ti, predadora,

Que atrás da presa corre,

Saudade de ti, ó rio,

Que pelas veias me escorre.

 

E saudade, predadora,

Para me caçar voltou,

E saudade, rio que a desgastar demora,

O meu coração furou.

 
 
 

Carlos Vieira

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2 comentários sobre “Saudade

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