Garras afiadas da paixão

 

É reflexo do teu rosto
Este sentimento que me causas de tristeza e desgosto
É o infinito dos teus olhos que me ecoa na mente
Que me deixa o coração a bater desesperado, descontente.

É raiva, é dor, é este imenso ardor,
São as garras afiadas que me cravas,
Enjaulada no meu peito
E, pouco a pouco, trespassas sonhos que tive em meu leito
E rasgas sentimentos em pedaços de céu caídos
E nas lágrimas de sangue estão teus olhos destruídos.
Sentindo-me assim despedaçado,
Quero gritar súplicas deste coração apaixonado
E as lágrimas me caem desamparadas no podre chão pisado.
E em leves murmúrios de gritos por ti abafados
Estão sentimentos que fogem a correr desenfreados
E olhares por ti tapados
E cantos amordaçados
E corações e almas com fortes nós a teu peito amarrados.

E luto, e luto, e luto em vão,
Quero quebrar as grades e sair desta prisão,
Quero ser livre de gritar tormentos,
Quero destapar meus olhos e rever velhos momentos,
E num último murmúrio solto um rugido animal,
Resisto por um segundo a esta paixão carnal
E do mais profundo beco de toda esta paixão
Te grito da minha alma
Pára de cravar as garras neste pobre coração!

 

Carlos Vieira

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